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Novembro e Dezembro

Olá de novo!

Quantas cousas podem acontecer em dous meses? Pois tantas cousinhas que às vezes até esquecemos o importante que é recordarmo-las.

Tivemos umha moreia de visitas:

– Ginês, um amigo que nos ajudou a adentrar-nos no mundo da micologia. Isso si, com muito tino, pois aprendemos que ao nosso redor há umha cheia de cogumelos tóxicos. Mas a natureza, sabedora de que as sementinhas som ávidas procuradoras, alimentou as nossas ánsias de encontrar cogumelos dispondo umha leira cheia de macrolepiotas, também atopamos boletus, armilea, peido de lobo, as venenosa amanitas… e agora sabemos que antes de apanhar o melhor é perguntar!

Véu o Adolfo ensinar o dificultoso do seu ofício de torneiro e pudemos ver como se pode converter um taroco de teixo numha formosa buxaina.

Tivemos umha jornada com a família de Lenda, com a qual figemos um composteiro para poder aproveitar as cascas da fruta e outros restos da parva e assi fazer um nutritivo compost que mais adiante ajudará a medrar os nossos amorodos, cenouras, chícharros… o pai da íria e da Maré véu-nos contar o conto de “Bulemundo”, personagem muito interessante dum conto tradicional caboverdiano.

E olhai se temos sorte, que véu a Alba, umha rapariga arqueóloga que, além de explicar em que consiste o seu trabalho, como saber onde encontrar restos através dos livros mais antigos, mostrou-nos trilobites e amonitas, fósseis de milhons de anos… o caso é que para nós que andamos com as unidades e dezenas fam-se-nos números muito grandes, mas soar, soam a enoooooormes.

Nestes dous meses, encontramos osos que depois descobrimos que eram de ovelha.


Reparamos em que, perto da escola, amiúde caçam dous minhatos e algum dia vir à Semente era como estar dentro dum documentário de aves caçadoras. Fomos ver a vizinha Carmem que tam gostosamente nos deixa alimentar as suas galinhas, gansos e demais, com o milho que fomos debulhando após a esfolha. Lemos contos com o kamishibai, aprendemos cantigas, de arte, de letras, de números… mas sobretodo de nós mesmas, e da vida que nos rodeia.

Ah! e o Natal, que também o celebramos como merece. E com umha visita do Apalpador à escola, que nos deixou com o melhor sabor de boca do mundo… a figos passos.

Quanto acontece em dous meses, nom é? Veremos o que nos trará janeiro; por enquanto, água, frio e novas sementinhas… e que nós dará isso para aprender? Num tempinho já vos contamos. 


Até já!