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1000 primaveras máis…

Mais umha crónica da Semente!

 

O mês de março resultou ser muito revolucionário na Semente! Começou umha criança nova, o Tomás, trazendo o ar tropical e a energia precisa para levar adiante este mês intenso.

Tratamos de tingir de lilás (ainda mais) cada cousinha que estivemos a fazer. E por suposto falamos, perguntamos e pensamos sobre cousas que escutamos nas adultas. Que é umha greve? Porque estam as mulheres em greve? Que é umha mulher pioneira? E aqui, as mulheres na contorna? Soubemos da nossa história, de mulheres valentes que fizerom valer a suas ganhas de fazer, por riba dos impedimentos sociais.  Afundámos na Revolta das Mulheres de Trasancos de 1918, e para poder explicá-lo as nossas famílias elaborámos um conto entre todas que ilustrava maravilhosamente o acontecido.

Pintámos as nossas bandeiras para levar o dia da manifestaçom, as crianças mais pequenas colorirom símbolos feministas, e decidimos que íamos berrar na manifestaçom, isso sim, sabendo que esse dia os rapazes acompanharom, mas as nenas e mulheres levarom a força nas gorjas e no coraçom do 8-M.

Também estivemos a fazer as nossas atividades habituais de experimentaçom, manipulaçom e observaçom! No grupo de maiores começou um projeto sobre o corpo humano, e a través de atividades diferentes agora somos quem de localizar muitíssimos ossos do corpo. O grupo das peques trabalhou a primavera, com experimentos que permitem entender os processos que acontecem ao nosso arredor.

Com o projeto Tempos em Família, o pai da Oliana, veu ajudar-nos a plantar umhas árvores arredor da escola. Framboeseiras, groselheira, macieira, aveleira, estám a medrar agora, e nós aguardando os seus frutos!

Também tivemos umha excurssom bem pertinho de aqui. Fomos até Pedroso, a ter com o Ginés e a Isabel, amigas da Semente que partilharom umha jornada na sua casa com nós. A experiência foi deliciosa. Sim, deliciosa… Pois fomos moer, amassar, enfornar e cozer pam, pizzas, empadas e bola de nata, e brincamos pola leira quanto quisemos.

E celebramos ao igual que outros anos o 25 de abril, com cravos, com contadas, com perguntas… com o abraio que nos produzem os acontecimentos que xurdem da gente na procura dum mundo mais justo e igualitário.

E marchamos até a vindoura crónica, berrando mais umha vez o que tanto dissemos ao longo deste tempo: Nom mais princesas, seremos revolucionárias!!!